sexta-feira, 30 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Arqueólogos descobriram um dos mais antigos portos do mundo, que remonta
ao tempo do faraó Quéops, informou hoje o ministro de Antiguidades,
Mohamed Ibrahim. O porto foi descoberto em Wadi al-Jarf, localizada na
costa do Mar Vermelho, 180km ao sul de Suez. Quarenta folhas de papiro
coberto de textos hieroglíficos que lançam luz sobre a vida cotidiana
dos antigos egípcios também foram descobertos no local. Os textos
supostamente eram relatórios mensais sobre o número de trabalhadores e
detalhes de suas atividades diárias e, segundo Ibrahim, são os mais
antigos que se tem notícia. As folhas de papiro foram transferidas
imediatamente para o Museu de Suez após a descoberta, para que
arqueólogos e historiadores pudessem estudá-las e documentá-las,
completou o ministro.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Ciência
2.0) Quando se tem uma coisa boa durante toda a vida é fácil tomá-la
como garantida... especialmente se essa coisa é invisível. Mas hoje
vamos dedicar um pouco do nosso tempo a pensar na sorte que temos em
viver num planeta com atmosfera!
A atmosfera terrestre é formada por gás que envolve o nosso planeta, como um cobertor que não escapa, devido à gravidade da Terra. Mantém a temperatura junto à superfície agradável e acolhedora, protegendo-nos do gélido frio do espaço durante a noite e do calor abrasador do Sol durante o dia. Além disso, a atmosfera atua como uma barreira protetora absorvendo os perigosos raios solares e outros objetos cósmicos antes de nos alcançarem à superfície da Terra! Assim, é graças à nossa atmosfera que podemos viver na Terra.
Verificou-se que alguns dos planetas fora do nosso sistema solar também têm atmosferas! Astrónomos japoneses acabaram de identificar a atmosfera de um planeta que orbita uma estrela distante. O planeta é cerca de 4 vezes maior do que a Terra. Chamamos a planetas como este “Super-Terras”. As observações mostraram que apesar do planeta possuir uma atmosfera verdadeiramente grandiosa, cerca de 200 000 vezes mais densa que a da Terra, não está muito nublado. Aposto que isto provoca em muitos de vocês uma grande inveja!
Curiosidade: Não existe uma fronteira real entre a nossa atmosfera e o espaço, uma vez que a atmosfera se vai tornando progressivamente mais fina à medida que a nossa altitude vai aumentando. Mas decidimos colocar uma linha imaginária a 100 km de altitude, a que chamamos de linha Kármán e que definimos como o princípio do espaço. No entanto os seres humanos só conseguem respirar até cerca de 8 km de altitude.
(Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1) Nosso planeta Terra ficou conhecido pela expressão “pálido ponto azul”. Essa expressão nasceu de uma foto obtida pela Voyager 1 em 1990, quando Carl Sagan teve a ideia de pedir que as câmeras da sonda se voltassem para o Sistema Solar e obtivesse uma “foto de família”. Nessa ocasião, a nave estava a 6 bilhões de quilômetros de distância da Terra e deste ponto nosso planeta era um minúsculo ponto azul e pálido, quase perdido na resolução da imagem. Depois desta foto, as câmeras da Voyager 1 foram desligadas, mas outros instrumentos estão ainda em funcionamento, mandado dados a respeito do campo magnético do Sol.
Mas agora, um outro ponto azul se junta a nós: HD189733b.
Esse é o nome de um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) situado a 63 anos luz de distância, um dos mais próximos conhecidos e, por esse motivo, um dos mais estudados. Esse planeta é da categoria dos “Júpiteres quentes”, ou seja, planetas com a massa e o tamanho compatíveis com o nosso Júpiter, mas que estranhamente estão muito próximos da sua estrela hospedeira, o que os deixam com temperaturas de milhares de graus. Comparativamente, o topo das nuvens de Júpiter deve ter algo em torno de -110o C.
HD189733b é um mundo bem exótico, sua temperatura está na casa dos mil graus Celsius e a diferença de temperatura entre a face iluminada e a face escura, onde é noite, é de 260 graus! Isto provoca ventos de 7 mil km/h. Estudos no infravermelho mostraram que existem partículas com silício, mas a esta temperatura essas partículas podem se condensar em minúsculos grãos de vidro. Neste caso é até possível esperar que chova vidro nesse planeta!
Bom, viagens à parte, sabemos que em HD189733b há tempestades furiosíssimas e, pior, ele está sujeito aos humores de sua estrela hospedeira. Em 2010 e 2011, foram registradas explosões em raios-X desta estrela pelo satélite Swift e uma observação feita pelo Hubble logo em seguida mostrou que HD189733b tinha perdido parte de sua atmosfera por evaporação! O banho de radiação nesse planeta foi tão intenso que sua atmosfera se aqueceu mais ainda e uma parte dela se perdeu no espaço.
Agora o Hubble traz mais uma surpresa, pela primeira vez foi “medida” a cor de um exoplaneta: HD189733b é azul! Mais azul até do que a Terra!
Como o Hubble conseguiu essa proeza? Usando seu espectrômetro, um instrumento destinado a separar a luz (ou a radiação) em diferentes frequências. Como não há como separar o espectro do planeta e da estrela, o truque usado foi fazer um espectro quando o planeta estava defronte à estrela (do nosso ponto de vista) e depois que ele se escondeu atrás dela. Na primeira situação, o espectro obtido tinha a luz da estrela e do planeta. Na segunda, apenas o espectro da estrela e este se mostrou com uma contribuição menor em frequências correspondentes ao azul. Resultado: a luz que vem do planeta é azulada. Aliás, ela está mais para azul cobalto ou anil, do que propriamente o azul.
Esse resultado deixou muita gente intrigada, eu inclusive. Por se tratar de um “Júpiter quente”, era esperado que suas cores fossem parecidas com as de Júpiter, mas não foi o caso. A resposta para isso está, claro, na composição química da atmosfera peculiar deste planeta, mas isso ainda está longe de ser possível de ser analisado.
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E mais:
Hubble descobre um planeta realmente azul (Astronomia On Line - Portugal), com matéria similar no Inovação Tecnológica
.
O Outro Planeta Azul (Ciência 2.0), com matéria similar na Fundação Planetário
A atmosfera terrestre é formada por gás que envolve o nosso planeta, como um cobertor que não escapa, devido à gravidade da Terra. Mantém a temperatura junto à superfície agradável e acolhedora, protegendo-nos do gélido frio do espaço durante a noite e do calor abrasador do Sol durante o dia. Além disso, a atmosfera atua como uma barreira protetora absorvendo os perigosos raios solares e outros objetos cósmicos antes de nos alcançarem à superfície da Terra! Assim, é graças à nossa atmosfera que podemos viver na Terra.
Verificou-se que alguns dos planetas fora do nosso sistema solar também têm atmosferas! Astrónomos japoneses acabaram de identificar a atmosfera de um planeta que orbita uma estrela distante. O planeta é cerca de 4 vezes maior do que a Terra. Chamamos a planetas como este “Super-Terras”. As observações mostraram que apesar do planeta possuir uma atmosfera verdadeiramente grandiosa, cerca de 200 000 vezes mais densa que a da Terra, não está muito nublado. Aposto que isto provoca em muitos de vocês uma grande inveja!
Curiosidade: Não existe uma fronteira real entre a nossa atmosfera e o espaço, uma vez que a atmosfera se vai tornando progressivamente mais fina à medida que a nossa altitude vai aumentando. Mas decidimos colocar uma linha imaginária a 100 km de altitude, a que chamamos de linha Kármán e que definimos como o princípio do espaço. No entanto os seres humanos só conseguem respirar até cerca de 8 km de altitude.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Descoberto recentemente, planeta rosa tem tamanho similar a Júpiter
Nasa divulgou ilustração do exoplaneta GJ 504b. Ele fica a 57 anos-luz do nosso Sistema Solar.
(AFP/G1) A Nasa, agência espacial americana, divulgou, nesta quarta-feira (7), uma ilustração que mostra o exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) GJ 504b, descoberto recentemente, de cor rosa.
Ele fica a 57 anos-luz da Terra e orbita uma estrela não muito diferente do nosso Sol.
O GJ 504 tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas massa quatro vezes maior, por ser mais denso.
Sua idade é de cerca de 160 milhões de anos, estima a Nasa.
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Matéria com vídeo aqui
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Matérias similares no Terra e Folha
(AFP/G1) A Nasa, agência espacial americana, divulgou, nesta quarta-feira (7), uma ilustração que mostra o exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) GJ 504b, descoberto recentemente, de cor rosa.
Ele fica a 57 anos-luz da Terra e orbita uma estrela não muito diferente do nosso Sol.
O GJ 504 tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas massa quatro vezes maior, por ser mais denso.
Sua idade é de cerca de 160 milhões de anos, estima a Nasa.
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Matéria com vídeo aqui
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Telescópio da Nasa capta exoplaneta passando diante de 'estrela-mãe'
Planeta tem tamanho equivalente a Júpiter, diz agência espacial. Sistema planetário está localizado a 63 anos-luz da Terra.
(G1) O telescópio Chandra, da agência espacial americana (Nasa), fez observações de um exoplaneta com tamanho equivalente a Júpiter passando diante de sua "estrela-mãe". É a primeira vez que este alinhamento é registrado com detecção de raios-X, afirma a agência, em nota.
Os exoplanetas são planetas localizados fora do Sistema Solar. O planeta observado, de nome HD 189733b, tem tamanho equivalente a Júpiter mas está em uma órbita próxima à sua estrela - 30 vezes mais próximo do que a Terra está do Sol.
O sistema que inclui o exoplaneta e a estrela está a 63 anos-luz da Terra. O HD 189733b completa sua órbita em torno da estrela a cada 2,2 dias.
A Nasa indica ainda que a temperatura do planeta deve ser elevada, devido à proximidade com a estrela. Além de permitir estudar melhor os exoplanetas, os dados obtidos ajudam a entender como a passagem do planeta afeta sua "estrela-mãe" e vice-versa.
"Poder estudar esta movimentação usando raios-X é importante porque revela novas informações sobre as propriedades dos exoplanetas", ressalta a cientista Katja Poppenhaeger, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.
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Matérias similares na Exame, AstroPT e Astronomia On Line - Portugal
(G1) O telescópio Chandra, da agência espacial americana (Nasa), fez observações de um exoplaneta com tamanho equivalente a Júpiter passando diante de sua "estrela-mãe". É a primeira vez que este alinhamento é registrado com detecção de raios-X, afirma a agência, em nota.
Os exoplanetas são planetas localizados fora do Sistema Solar. O planeta observado, de nome HD 189733b, tem tamanho equivalente a Júpiter mas está em uma órbita próxima à sua estrela - 30 vezes mais próximo do que a Terra está do Sol.
O sistema que inclui o exoplaneta e a estrela está a 63 anos-luz da Terra. O HD 189733b completa sua órbita em torno da estrela a cada 2,2 dias.
A Nasa indica ainda que a temperatura do planeta deve ser elevada, devido à proximidade com a estrela. Além de permitir estudar melhor os exoplanetas, os dados obtidos ajudam a entender como a passagem do planeta afeta sua "estrela-mãe" e vice-versa.
"Poder estudar esta movimentação usando raios-X é importante porque revela novas informações sobre as propriedades dos exoplanetas", ressalta a cientista Katja Poppenhaeger, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.
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Matérias similares na Exame, AstroPT e Astronomia On Line - Portugal
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Tudo azul!
(Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1) Nosso planeta Terra ficou conhecido pela expressão “pálido ponto azul”. Essa expressão nasceu de uma foto obtida pela Voyager 1 em 1990, quando Carl Sagan teve a ideia de pedir que as câmeras da sonda se voltassem para o Sistema Solar e obtivesse uma “foto de família”. Nessa ocasião, a nave estava a 6 bilhões de quilômetros de distância da Terra e deste ponto nosso planeta era um minúsculo ponto azul e pálido, quase perdido na resolução da imagem. Depois desta foto, as câmeras da Voyager 1 foram desligadas, mas outros instrumentos estão ainda em funcionamento, mandado dados a respeito do campo magnético do Sol.
Mas agora, um outro ponto azul se junta a nós: HD189733b.
Esse é o nome de um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) situado a 63 anos luz de distância, um dos mais próximos conhecidos e, por esse motivo, um dos mais estudados. Esse planeta é da categoria dos “Júpiteres quentes”, ou seja, planetas com a massa e o tamanho compatíveis com o nosso Júpiter, mas que estranhamente estão muito próximos da sua estrela hospedeira, o que os deixam com temperaturas de milhares de graus. Comparativamente, o topo das nuvens de Júpiter deve ter algo em torno de -110o C.
HD189733b é um mundo bem exótico, sua temperatura está na casa dos mil graus Celsius e a diferença de temperatura entre a face iluminada e a face escura, onde é noite, é de 260 graus! Isto provoca ventos de 7 mil km/h. Estudos no infravermelho mostraram que existem partículas com silício, mas a esta temperatura essas partículas podem se condensar em minúsculos grãos de vidro. Neste caso é até possível esperar que chova vidro nesse planeta!
Bom, viagens à parte, sabemos que em HD189733b há tempestades furiosíssimas e, pior, ele está sujeito aos humores de sua estrela hospedeira. Em 2010 e 2011, foram registradas explosões em raios-X desta estrela pelo satélite Swift e uma observação feita pelo Hubble logo em seguida mostrou que HD189733b tinha perdido parte de sua atmosfera por evaporação! O banho de radiação nesse planeta foi tão intenso que sua atmosfera se aqueceu mais ainda e uma parte dela se perdeu no espaço.
Agora o Hubble traz mais uma surpresa, pela primeira vez foi “medida” a cor de um exoplaneta: HD189733b é azul! Mais azul até do que a Terra!
Como o Hubble conseguiu essa proeza? Usando seu espectrômetro, um instrumento destinado a separar a luz (ou a radiação) em diferentes frequências. Como não há como separar o espectro do planeta e da estrela, o truque usado foi fazer um espectro quando o planeta estava defronte à estrela (do nosso ponto de vista) e depois que ele se escondeu atrás dela. Na primeira situação, o espectro obtido tinha a luz da estrela e do planeta. Na segunda, apenas o espectro da estrela e este se mostrou com uma contribuição menor em frequências correspondentes ao azul. Resultado: a luz que vem do planeta é azulada. Aliás, ela está mais para azul cobalto ou anil, do que propriamente o azul.
Esse resultado deixou muita gente intrigada, eu inclusive. Por se tratar de um “Júpiter quente”, era esperado que suas cores fossem parecidas com as de Júpiter, mas não foi o caso. A resposta para isso está, claro, na composição química da atmosfera peculiar deste planeta, mas isso ainda está longe de ser possível de ser analisado.
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E mais:
Hubble descobre um planeta realmente azul (Astronomia On Line - Portugal), com matéria similar no Inovação Tecnológica
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O Outro Planeta Azul (Ciência 2.0), com matéria similar na Fundação Planetário
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Astrônomos criam técnica que pode detectar moléculas em exoplanetas
Objetivo é tentar descobrir traços de água e outras moléculas vitais.
Dados serão apresentados nesta sexta-feira por cientistas holandeses.
(France Presse/G1) Os telescópios não param de descobrir exoplanetas "potencialmente habitáveis", mas como ter a certeza de que realmente comportariam vida? Os astrônomos desenvolveram uma nova técnica para obter, a partir da Terra, traços de água e de outras moléculas vitais.
Pesquisadores que vão apresentar na sexta-feira (4) seu mais recente estudo na conferência anual da British Royal Astronomical Society em St. Andrews (Escócia). Uma equipe liderada pela Universidade holandesa de Leiden conseguiu detectar o rastro deixado no espectro luminoso por moléculas de água, sem a necessidade de telescópios ultra-poderosos.
Normalmente, os astrônomos analisam os exoplanetas medindo quanto a sua gravidade influencia a estrela em torno da qual giram. A equipe de Leiden, por sua vez, reverteu o processo ao estudar a influência gravitacional de uma estrela sobre o planeta.
E graças ao espectrógrafo de alta resolução (Crices) equipado com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu Austral (ESO), eles conseguiram ler os traços extremamente tênues deixados pela água de um exoplaneta (HD 189733b, localizado a 63 anos-luz e onde a temperatura é superior a 1.000° C) em sua atmosfera.
Esta técnica permitiu recentemente detectar moléculas de monóxido de carbono (CO) neste exoplaneta, mas nenhuma molécula mais complexa. "Sabíamos que isso funcionaria para moléculas simples, em comprimentos de onda mais curtos. Mas para encontrar a água, tivemos que explorar comprimentos de onda maiores, onde a atmosfera realmente começa a bloquear os sinais que nós procuramos", explicou em um comunicado Jayne Birkby, astrofísica que liderou o estudo.
"Não tínhamos certeza que iríamos encontrar alguma coisa. E ficamos muito felizes quando o sinal apareceu! Isso significa que ainda podemos fazer muito mais com essa técnica", acrescentou.
Se a água (H2O) pôde ser identificada, os cientistas acreditam que isto abre caminho para rastrear outras moléculas intimamente relacionadas com a vida, tal como o oxigênio (O2) e metano (CH4), especialmente quando o telescópio gigante (E-ELT) da ESO no Chile entrar em serviço a partir de 2020.
"Na próxima década, nosso trabalho ajudará os astrônomos a refinar suas buscas por planetas semelhantes à Terra - e possivelmente por vida - em órbita em torno de outras estrelas do que a nossa", explica Jayne Birkby.
Bilhões de exoplanetas
Desde o início da década de 1990, cerca de 900 planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol foram descobertos, de acordo com os números mais recentes da agência espacial americana (Nasa). Estatisticamente, recentes estudos estimam que eles poderiam totalizar bilhões em todo o Universo.
A maioria dos exoplanetas descobertos até agora é maior do que a Terra. Mas alguns são rochosos e localizados em áreas consideradas potencialmente habitáveis, nem muito longe nem muito perto de sua estrela. Uma área que não é nem muito quente nem muito fria para ser incompatível com a presença de água em forma líquida, condição necessária - mas não suficiente - para a existência de vida.
"Potencialmente habitável" não significa "habitado" e os meios de observação atuais são insuficientes para analisar a presença de água ou outras moléculas complexas que estão a anos-luz de distância de nós.
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Matéria similar no Terra
(France Presse/G1) Os telescópios não param de descobrir exoplanetas "potencialmente habitáveis", mas como ter a certeza de que realmente comportariam vida? Os astrônomos desenvolveram uma nova técnica para obter, a partir da Terra, traços de água e de outras moléculas vitais.
Pesquisadores que vão apresentar na sexta-feira (4) seu mais recente estudo na conferência anual da British Royal Astronomical Society em St. Andrews (Escócia). Uma equipe liderada pela Universidade holandesa de Leiden conseguiu detectar o rastro deixado no espectro luminoso por moléculas de água, sem a necessidade de telescópios ultra-poderosos.
Normalmente, os astrônomos analisam os exoplanetas medindo quanto a sua gravidade influencia a estrela em torno da qual giram. A equipe de Leiden, por sua vez, reverteu o processo ao estudar a influência gravitacional de uma estrela sobre o planeta.
E graças ao espectrógrafo de alta resolução (Crices) equipado com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu Austral (ESO), eles conseguiram ler os traços extremamente tênues deixados pela água de um exoplaneta (HD 189733b, localizado a 63 anos-luz e onde a temperatura é superior a 1.000° C) em sua atmosfera.
Esta técnica permitiu recentemente detectar moléculas de monóxido de carbono (CO) neste exoplaneta, mas nenhuma molécula mais complexa. "Sabíamos que isso funcionaria para moléculas simples, em comprimentos de onda mais curtos. Mas para encontrar a água, tivemos que explorar comprimentos de onda maiores, onde a atmosfera realmente começa a bloquear os sinais que nós procuramos", explicou em um comunicado Jayne Birkby, astrofísica que liderou o estudo.
"Não tínhamos certeza que iríamos encontrar alguma coisa. E ficamos muito felizes quando o sinal apareceu! Isso significa que ainda podemos fazer muito mais com essa técnica", acrescentou.
Se a água (H2O) pôde ser identificada, os cientistas acreditam que isto abre caminho para rastrear outras moléculas intimamente relacionadas com a vida, tal como o oxigênio (O2) e metano (CH4), especialmente quando o telescópio gigante (E-ELT) da ESO no Chile entrar em serviço a partir de 2020.
"Na próxima década, nosso trabalho ajudará os astrônomos a refinar suas buscas por planetas semelhantes à Terra - e possivelmente por vida - em órbita em torno de outras estrelas do que a nossa", explica Jayne Birkby.
Bilhões de exoplanetas
Desde o início da década de 1990, cerca de 900 planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol foram descobertos, de acordo com os números mais recentes da agência espacial americana (Nasa). Estatisticamente, recentes estudos estimam que eles poderiam totalizar bilhões em todo o Universo.
A maioria dos exoplanetas descobertos até agora é maior do que a Terra. Mas alguns são rochosos e localizados em áreas consideradas potencialmente habitáveis, nem muito longe nem muito perto de sua estrela. Uma área que não é nem muito quente nem muito fria para ser incompatível com a presença de água em forma líquida, condição necessária - mas não suficiente - para a existência de vida.
"Potencialmente habitável" não significa "habitado" e os meios de observação atuais são insuficientes para analisar a presença de água ou outras moléculas complexas que estão a anos-luz de distância de nós.
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Matéria similar no Terra
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Pode haver vida em 60 bilhões de exoplanetas na Via Láctea, diz estudo
Cientistas acreditam que pode existir número muito maior de planetas com capacidade de sustentar vida do que antes estimado
(Space.com / Terra) Apesar de apenas alguns exoplanetas potencialmente habitáveis terem sido detectados até hoje, cientistas afirmam que o universo deve estar repleto de mundo alienígenas capazes de abrigar vida. A Via Láctea sozinha pode ter 60 bilhões desses planetas em torno de estrelas anãs-vermelhas, conforme aponta uma nova estimativa.
Baseando-se em informações do "caçador de planetas" Kepler, telescópio espacial utilizado pela Nasa - a agência espacial americana - para a busca de exoplanetas, cientistas calcularam que deve haver um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada anã-vermelha, o tipo de estrela mais comum. Agora, porém, um grupo de pesquisadores dobrou essa estimativa, depois de considerar que a cobertura de nuvens pode ajudar um mundo alienígena a sustentar formas de vida.
"As nuvens provocam aquecimento e tornam a Terra mais fria", afirmou em um comunicado o cientista Dorian Abbot. "Elas refletem a luz do Sol para esfriar as coisas, e absorvem radiação infravermelha da superfície para fazer o efeito estufa. Isso é parte do que torna o planeta quente o suficiente para abrigar vida", disse o pesquisador da Universidade de Chicago.
A zona habitável é definida como a região onde o planeta conta com temperatura adequada para conservar água em estado líquido na superfície - o que, segundo se entende, é uma condição necessária para o desenvolvimento das formas de vida como as conhecemos. Se o planeta está muito distante de sua estrela, a água congela; se está muito próximo, a água evapora. Como as anãs-vermelhas são mais escuras e frias que o nosso sol, sua zona habitável é mais "aconchegante" que a do Sistema Solar.
(Space.com / Terra) Apesar de apenas alguns exoplanetas potencialmente habitáveis terem sido detectados até hoje, cientistas afirmam que o universo deve estar repleto de mundo alienígenas capazes de abrigar vida. A Via Láctea sozinha pode ter 60 bilhões desses planetas em torno de estrelas anãs-vermelhas, conforme aponta uma nova estimativa.
Baseando-se em informações do "caçador de planetas" Kepler, telescópio espacial utilizado pela Nasa - a agência espacial americana - para a busca de exoplanetas, cientistas calcularam que deve haver um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada anã-vermelha, o tipo de estrela mais comum. Agora, porém, um grupo de pesquisadores dobrou essa estimativa, depois de considerar que a cobertura de nuvens pode ajudar um mundo alienígena a sustentar formas de vida.
"As nuvens provocam aquecimento e tornam a Terra mais fria", afirmou em um comunicado o cientista Dorian Abbot. "Elas refletem a luz do Sol para esfriar as coisas, e absorvem radiação infravermelha da superfície para fazer o efeito estufa. Isso é parte do que torna o planeta quente o suficiente para abrigar vida", disse o pesquisador da Universidade de Chicago.
A zona habitável é definida como a região onde o planeta conta com temperatura adequada para conservar água em estado líquido na superfície - o que, segundo se entende, é uma condição necessária para o desenvolvimento das formas de vida como as conhecemos. Se o planeta está muito distante de sua estrela, a água congela; se está muito próximo, a água evapora. Como as anãs-vermelhas são mais escuras e frias que o nosso sol, sua zona habitável é mais "aconchegante" que a do Sistema Solar.
A anual
chuva de meteoros Perseidas, conhecida popularmente como "lágrimas de
San Lorenzo", alcançará sua intensidade máxima às 2h da manhã (horário
de Brasília) desta terça-feira (13). As Perseidas poderão começar a ser
vistas com maior clareza quando seu ponto radiante, na direção norte,
sair sobre o horizonte. Será possível observar meteoros durante toda a
noite, mas é a partir do nascimento da constelação de Perseu que mais
meteoros vão poder ser visualizados, segundo o astrônomo Cássio Barbosa, colunista do G1. Por hora, será possível ver de 10 a 15 meteoros, de acordo com o especialista.
Isso ocorre porque, a cada ano, a Terra
cruza a órbita do cometa Swift-Tuttle, que passou próximo do Sol pela
última vez em 1992. Essa chuva de meteoros costuma ter sua máxima
atividade entre os dias 12 e 13 de agosto, mas o fenômeno é apreciável
em menor intensidade desde a segunda metade de julho até o fim de
agosto. No momento da observação
dos meteoros, a Lua estará em fase crescente e será ocultada no momento
em que será possível avistar os meteoros. Por essa razão, segundo
assegura o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), em comunicado
citado pela agência espanhola EFE, o satélite natural da Terra "não será
um obstáculo para a observação".
As estrelas cadentes são pequenas
partículas de pó de diferentes tamanhos – algumas menores que grãos de
areia –, deixadas pelos cometas ao longo de suas órbitas ao redor do
Sol. Quando um cometa se aproxima
de regiões interiores do Sistema Solar (onde ficam os planetas
terrestres: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte), seu núcleo formado por gelo
e rochas se sublima pela ação da radiação solar. Assim, o cometa gera
sua característica cauda de pó e gás, e a corrente de partículas
resultante se dispersa pela órbita do cometa e é atravessada todos os
anos pela Terra em seu percurso ao redor do Sol.
É nesse encontro, quando as partículas de
pó se desintegram ao entrar em grande velocidade na atmosfera
terrestre, que os conhecidos traços luminosos recebem o nome científico
de meteoros, explica o IAC.
Fonte: G1
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Atomos e
moleculas
Um átomo é
constituído por um núcleo e por eletrons que gravitam em
volta dele, em orbitas definidas. As dimensões dos átomos são
da ordem do Angstrom (1Å=10-1nm).
O núcleo é muito denso e não ocupa, aproximadamente, senão a
décima parte do volume do átomo.
O núcleo do átomo
comporta protons, neutrons e outras partículas complexas. Os
protons são as partículas carregadas positivamente. Num
determinado átomo, existem tantos protõns como eletrõns, os
quais são carregados negativamente. Assim, o átomo é neutro. O
número de protrõns de um determinado átomo constitui o seu número atómico. Escreve-se em baixo e à esquerda do
símbolo do átomo considerado:
- O núcleo do átomo de hidrogénio contem um protão: 1H;
- O núcleo do átomo de carbono contem seis protrons: 6C.
Designa-se por massa nuclear, o número de neutrões e de protões
presentes no núcleo. Inscreve-se em cima e à esquerda do
símbolo do átomo considerado:
- O núcleo do átomo de hidrogénio só contem um protão: 11H;
- O núcleo do átomo de carbono tem seis protões e seis neutrões: 126C.
Existem átomos que
diferem pelo número de neutrões. Designam-se por isótopos. Por exemplo o carbono 14, tem seis
protões e oito neutrões: 146C.
Os isótopos são,
frequentemente, instáveis. Decompõem-se, regularmente, no
decurso do tempo. Esta propriedade é aproveitada para realizar
datações, como as que utilizam o carbono 14. Com efeito, sob a
acção dos raios cósmicos, ocorre permanentemente a formação
de carbono 14 na atmosfera, de tal forma que , em cada ser vivo,
existe uma relação constante entre 14C
e 12C. Após a
morte, cessa a incorporação de carbono no organismo e a
quantidade de 14C
vai diminuindo, de metade todos os 5 570 anos. Calculando a
relação entre 14C
e 12C, determina-se
a idade dos organismos fósseis.
Regra do octeto
Os electrões gravitam em volta do núcleo
segundo regras complexas e precisas. Esquematicamente,
organizam-se em camadas de órbitas. A primeira é constituída, no máximo,
por 2 electrões; a segunda e seguintes, por 8 electrões, no
máximo. Os átomos cujas orbitais se encontram saturadas são
extremamente estáveis e não se ligam a outros átomos: são os
gases raros (hélio, o néon, o árgon, o xénon,...). Pelo
contrário, todos os outros átomos têm tendência a organizar a
sua orbital periférica de maneira a atingir a composição do
gás raro que lhe está mais próximo. Esta teoria, conhecida
pela Teoria do
Octeto, e formulada em
1916 por Lewis, é posta em causa em átomos possuidores de mais
de 26 electrões, que são raros nos seres vivos.
Com base nestas particularidades
electrónicas, Mendeleiev
ordenou os átomos conhecidos, na famosa Tabela
Periódica dos Elementos (ou Tabela de
Mendeleiev). No quadro abaixo, apresentam-se os 18 primeiros
átomos da Tabela de Mendeleiev (entre os quais se situam os
principais átomos constituintes da matéria viva), mostrando,
sob a forma de pontos, os electrões periféricos.
Em função da regra
enunciada, podemos verificar que o hidrogénio, para se aproximar
da configuração electrónica do hélio, deverá captar um
electrão. Os elementos da coluna I, pelo contrário, terão
tendência a perder o único electrão periférico, pois a
orbital abaixo está saturada ( o Li com 2 electrões; o Na com
8). Também os elementos das colunas II e III, terão tendência
a perder os seus electrões periféricos.
Os elementos da coluna
IV, o carbono e o silício, tanto podem perder como captar 4
electrões, para atingirem uma configuração mais estável. Ao
invés, os elementos das colunas V. VI e VII procurarão captar
respectivamente 3,2 e 1 electrões.
Esta tendência
espontânea para configurações electrónicas mais estáveis
determina a associação dos átomos em moléculas.
Ligações químicas
a) ligações entre átomos
Existem diferentes ligações entre átomos.
Todas tendem à edificação de entidades suficientemente
estáveis.
Ligação covalente
A ligação covalente é a ligação
química por excelência: dois electrões celibatários,
provenientes de dois átomos diferentes, unem-se de tal maneira
que, uma vez a ligação estabelecida, não mais será possível
saber a qual dos átomos pertencia um dos electrões. Vejamos o
exemplo da formação da molécula de hidrogénio:
Formação da molécula de hidrogénio (H2):
Dois átomos de hidrogénio (H) estabilizam as suas
configurações electrónicas captando-se, mutuamente, um
electrão.
As ligações covalentes podem formar-se
entre átomos diferentes, como o mostra a formação da água a
partir de um átomo de oxigénio e de dois átomos de
hidrogénio.
Dois
átomos podem igualmente partilhar vários electrões.
Formar-se-ão então duplas e triplas ligações. É o caso, por
exemplo, do etileno: cada átomo de carbono partilha dois
electrões com átomos de hidrogénio, constituindo ligações
simples; os dois átomos de carbono, por outro lado, partilham-se
dois electrões entre si, constituindo uma ligação dupla.
Ligação iónica
Um
ião é um átomo que captou ou que cedeu um ou vários
electrões. Cada ião é, portanto, portador de uma carga
positiva (catião) ou negativa (anião). A ligação iónica
resulta da atracção electrostática entre dois iões portadores
de cargas opostas. Nesta ligação, não há partilha de
electrões. O cloreto de sódio NaCl ilustra este tipo de
ligação.
O átomo de sódio tem tendência a perder o
electrão periférico e a transformar-se no catião Na+;
complementarmente, o átomo de cloro tem aptidão para receber
mais um electrão e saturar a sua orbital periférica,
transformando-se no anião Cl- .
Os dois iões atraem-se e constituem a molécula NaCl (neutra).
b) Ligações entre moléculas
Ligação hidrogénio
Um átomo de
hidrogénio ligado de forma covalente, adquire a capacidade de
atrair outro átomo e com eles estabelecer uma ligação (ou
ponte) hidrogénio.
Estas situações
implicam contudo que o átomo ligado de forma covalente ao
hidrogénio possua pelo menos um par de electrões livres, isto
é, que não estejam, eles próprios, envolvidos em outras
ligações covalentes.
A molécula de água
permite ilustrar o conceito de ligação hidrogénio: a ligação
covalente entre o oxigénio e o hidrogénio não é simétrica. O
oxigénio, sendo maior, chama a si o electrão comum. Este
estará mais frequentemente junto do oxigénio, fazendo com que
os hidrogénios tenham uma carga ligeiramente positiva. Em
consequência, cria-se um dipolo.
Em presença de outras
moléculas de água, acontecerá a aproximação das zonas d+
e d- e formação
de 2 ligações hidrogénio, no máximo.
As ligações
hidrogénio desempenham um papel muito importante na estrutura e
no funcionamento da célula. Encontram-se frequentemente entre as
moléculas possuidoras de ligações O-H ou N-H. Pelo contrário
as ligações C-H não permitem formação de ligações
hidrogénio porque os quatro electrões periféricos do carbono
estão todos envolvidos em ligações covalentes.
Forças de Van der Wallls
Quando
dois átomos se aproximam estreitamente, criam uma força
atractiva, designada por força ou interacção de Van der Walls.
Estas forças resultam de flutuações momentâneas da
distribuição dos electrões em cada um dos átomos. Estas dão
origem a dipolos transitórios. Se esses átomos não estiverem
unidos por ligações covalentes, o dipolo transitório de um dos
átomos gerará, no outro, um dipolo antagónico. Então, ambos
se atrairão.
A
energia das interacções de Van der Walls ronda 1 Kcal/mol, o
que mostra como são fracas estas forças. Contudo, quando a
moléculas se encostam em diversos pontos, ou mesmo possuem
formas complementares, as interacções de Van der Walls podem
desempenhar funções importantes. É, nomeadamente, o caso das
interacções anticorpo-antigene, e ainda o caso de muitas
enzimas relativamente aos seus substratos.
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